Símio Logia
Semiologia
D'Homo sapiens...
... sapiens
___________________________
se o S(ÍGNEO)
FOGO
arde
so / mente
na mente ,
só ardua/mente
v.t.d. e v.bit.: enxergu/a/re/mos [mais]
que
[as sombras bruxuleantes]
[da caverna]
que
mente
.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
não MEsaLgue o sangue mensal
há de haver afeto
no período menstrual
afetado o desejo
fundamental
de mel
sangue
e sal
aumentado
úmido
entumecido
(e)demas(c)iado(a)
de todos os lados
cercado
pulsa
expulsa...
...afasta.
O afeto
que quero
enquanto me esvaio
que outro
segure o que sobria de mim
que afaste a fenda
que esvazia
que afete a nuca
que arrepia
o afinco do afeto
que quero.
- Buceta que esvazia,
Fui ver vespas voando na avenida
Fui ser sarro na mesa de bebida
Fui no olho de um óvini, incólume, sem saída
Quando a buceta estiver seca
Me avisa.
no período menstrual
afetado o desejo
fundamental
de mel
sangue
e sal
aumentado
úmido
entumecido
(e)demas(c)iado(a)
de todos os lados
cercado
pulsa
expulsa...
...afasta.
O afeto
que quero
enquanto me esvaio
que outro
segure o que sobria de mim
que afaste a fenda
que esvazia
que afete a nuca
que arrepia
o afinco do afeto
que quero.
- Buceta que esvazia,
Fui ver vespas voando na avenida
Fui ser sarro na mesa de bebida
Fui no olho de um óvini, incólume, sem saída
Quando a buceta estiver seca
Me avisa.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2016
ESTE POEMA
As palavras
penam pelo vale das sombras
Depois dão à luz
penam pelo vale das sombras
Depois dão à luz
gigantes insones
indigestos e trogloditas
— As palavras são invisíveis.
O poder da empáfia
que têm
As palavras.
(Aquele Poema)
— As palavras são invisíveis.
O poder da empáfia
que têm
As palavras.
(Aquele Poema)
As palavras
não ditas
purulam pelos
poros dos meus
pés
perambulam pelas
veias, vasos, vértebras
súbito param
amontoadas num canto
prontas para explodir
o peito
rosnam pelas
frestas
até retroceder as gengivas
ressecar a faringe
afetar o receio
mas tão silenciadas
que viram
sozinhas
sufocantes sorrisos
— PA-LA-VRI-NHAS
Não se repetem
— as malditinhas —
se ressentem
e
escondidas
as palavras
sentem ou pensam se tem
poder...
... de recalcar-se a si sete palmos abaixo da superfície ...
As palavras
mudas
escritas escondidas
para não serem
ditas
evaporam envergonhadas
pela pele
aos litros
E somente porque são voláteis
e não o sabem
as palavras
condensadas a centímetros dos dedos
podem precipitar-se
em despercebida
tempestade grafite
no papel.
terça-feira, 18 de agosto de 2015
O porto de Yafa
Palestina Ocupada
a luz
que ofusca
o Porto
ocupa
o porto
restaurado
ENQUANTO
o restaurante
que janta gente
ofusca
o Porto
Ocupado
ENQUANTO
o Porto
segue urgente
sem água
nem luz
Ofuscado.
a luz
que ofusca
o Porto
ocupa
o porto
restaurado
ENQUANTO
o restaurante
que janta gente
ofusca
o Porto
Ocupado
ENQUANTO
o Porto
segue urgente
sem água
nem luz
Ofuscado.
sábado, 15 de agosto de 2015
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
fitei encantada
um pássaro
pousado
no poste
da esquina
descansava
ousado
um bom tempo
passou
pousado
no poste
aquele pássaro
parado
no tempo
fugiu dos fios
velozes
do telefone
e da televisão
insone
fugiu do curto circuito
que a vida
percorre correndo
fugiu da matéria
da energia
e do espaço
- Fugiu do Tempo
aquele pássaro
que podia voar
no poste
pousado
passou
silencioso
um tempo
parado
fitando encantado
o meu descansar
um pássaro
pousado
no poste
da esquina
descansava
ousado
um bom tempo
passou
pousado
no poste
aquele pássaro
parado
no tempo
fugiu dos fios
velozes
do telefone
e da televisão
insone
fugiu do curto circuito
que a vida
percorre correndo
fugiu da matéria
da energia
e do espaço
- Fugiu do Tempo
aquele pássaro
que podia voar
no poste
pousado
passou
silencioso
um tempo
parado
fitando encantado
o meu descansar
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