no fundo
do canto
uma poça
resiste
quase
um poço
de tão
funda
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Afrodite de perfil
vejo
(23.04.16)
da ja
nela
- a Vênus
de Milo
- Minha Afrodite de
braços
Em ca
da mão
umavião
umavião
abrindo um a
braço
- EU PENSO QUE POSSO.
em cada pon
ta
uma ilusão
partindo
um espa
um espa
ço
- EU PENSO QUE FAÇO.
minha vênus
do meio
da ja
nela vejo
enquanto ca
d
a
braço
se des
cola
ela me olha
esférica
e mesmo ca
da
vérica
me con
sola.
(23.04.16)
À Fenda
a fenda-sina
é o menor espa
ço
entre duas
linhas.
a fenda
sempre semicerrada
sempre semiaberta
esconde
um feixe da Lua
de dentro
escuro.
molhada
a fenda
a fas ta da
doce-mente
ATRITA
aflita, a fenda fica túrgida
a fala fica umida
afasta a fome - já muda
GRITA
- e a fenda se escancara
e jorra um facho
de dentro da LUX da lua
CEGA
- a fenda se fenece
e afrouxa as linhas
de fora da luta, de sono
desmaia
da
NUA
é o menor espa
ço
entre duas
linhas.
a fenda
sempre semicerrada
sempre semiaberta
esconde
um feixe da Lua
de dentro
escuro.
molhada
a fenda
a fas ta da
doce-mente
ATRITA
aflita, a fenda fica túrgida
a fala fica umida
afasta a fome - já muda
GRITA
- e a fenda se escancara
e jorra um facho
de dentro da LUX da lua
CEGA
- a fenda se fenece
e afrouxa as linhas
de fora da luta, de sono
desmaia
da
NUA
(23.04.16)
sexta-feira, 15 de abril de 2016
mais valeria se mais-valia
perco 1 dia
pra lidar =
com 1 sentimento.
no meu mundo emocional
o capitalismo ocidental
não aguenta.
pra lidar =
com 1 sentimento.
no meu mundo emocional
o capitalismo ocidental
não aguenta.
anti-remedialina
não
escrevo poemas
compulsivamente
pra você
escrever poemas
emotivamente
não
pra mim
[Dramim]
pra mim
minto um poema
sublime,
que sublime
a solidão
mas não
escrevo poemas
compulsivamente
pra você
escrever poemas
emotivamente
não
pra mim
[Dramim]
pra mim
minto um poema
sublime,
que sublime
a solidão
mas não
ato /v//f/alho
a palavra
- insolente-
são sons
em semente
largados na vala
palavra-premente:
o poema-nu
dente
res-vala.
- insolente-
são sons
em semente
largados na vala
palavra-premente:
o poema-nu
dente
res-vala.
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